Tomahawk no forno: como assar um corte premium à altura do fogo, mesmo sem churrasco

Tomahawk no forno: como assar um corte premium à altura do fogo, mesmo sem churrasco - José Ignácio

O Tomahawk nasceu para o fogo.
Para o calor direto, para a chama viva, para o ritual do churrasco.

Mas o inverno não apaga o prazer de uma grande carne. E não é por não ter um grelhador, ou por o tempo não convidar a sair para a rua, que se deixa de desfrutar de um dos cortes mais impressionantes e saborosos da nossa seleção.

A verdade é simples:
uma grande carne, quando é boa de origem, responde bem a quem a trata com respeito.

E é por isso que o Tomahawk maturado 21 dias do José Ignácio continua a brilhar, mesmo quando o caminho até ao prato passa pela frigideira e pelo forno.

Neste guia, explicamos como assar um tomahawk no forno, passo a passo, com técnica de chef, foco no ponto certo e sem recorrer a churrasco ou grelhador.


O que torna o Tomahawk um corte especial

O Tomahawk é, na essência, um ribeye com osso longo.
Mas na prática, é muito mais do que isso.

É marmoreado, intenso, suculento e feito para partilhar.
Quando maturado durante 21 dias, como o nosso, ganha profundidade, textura e um sabor que dispensa artifícios.

Este artigo parte do princípio certo: a carne já é excelente. O nosso papel é apenas não a estragar.

Pode encontrar o Tomahawk maturado 21 dias do José Ignácio diretamente na nossa loja online.


Tomahawk no forno: a técnica recomendada

Sem churrasqueira, a abordagem mais prática e eficaz passa por duas etapas:

  1. Selar na frigideira

  2. Assar no forno até ao ponto perfeito

Esta técnica permite criar crosta, preservar sucos e controlar a temperatura interna com precisão.


Preparação da carne: o que fazer antes de cozinhar

Antes de ligar o fogão, há regras que não se discutem:

  • Retirar o Tomahawk do frigorífico 60 a 90 minutos antes

  • Secar bem a superfície com papel de cozinha

  • Temperar apenas com sal grosso no momento de selar

Pimenta, manteigas aromáticas e ervas entram no fim. Nunca antes.


Selar o Tomahawk na frigideira

Aquecer uma frigideira pesada (idealmente de ferro fundido) até estar bem quente.

Adicionar um fio de óleo neutro e selar o Tomahawk:

  • 2 a 3 minutos de cada lado

  • Não mexer

  • Criar crosta, não cozinhar o interior

Selar também a gordura lateral, segurando a peça na vertical durante alguns segundos.

Este passo é essencial para o sabor e para a textura final.


Assar o Tomahawk no forno: temperatura e tempo

Depois de selado, o Tomahawk segue para o forno.

Temperatura do forno

  • 160 ºC, calor estático

Tempo no forno (aproximado)

Depende do peso da peça. As nossas têm, em média, 1,2 kg a 1,5 kg.

  • 1,2 kg: 10 a 14 minutos

  • 1,5 kg: 14 a 18 minutos

O tempo varia conforme:

  • espessura

  • ponto desejado

  • intensidade da selagem inicial

Por isso, o mais importante não é o relógio. É a temperatura interna.


Temperatura interna do Tomahawk: o segredo do ponto perfeito

Se existe uma regra de ouro na carne, é esta: cozinha-se por temperatura, não por tempo.

Com termómetro (recomendado)

  • Blue: 46–48 ºC

  • Mal passado: 50–52 ºC

  • Médio mal: 54–56 ºC

  • Médio: 58–60 ºC

  • Médio bem: 62–64 ºC

O ponto ideal para um Tomahawk maturado situa-se entre o blue e o médio mal, onde a gordura derrete, o músculo relaxa e o sabor atinge o auge.

Retirar sempre a carne do forno 2 ºC antes do ponto desejado. O descanso faz o resto.


Como saber o ponto sem termómetro (técnicas de chef)

Nem sempre há um termómetro à mão. Nestes casos, entram em jogo métodos clássicos:

Teste do toque

  • Pressionar o centro da carne

  • Quanto mais macia e elástica, mais mal passada

  • Quanto mais firme, mais passada

Comparação com a mão

  • Polegar e indicador juntos: textura semelhante ao mal passado

  • Polegar e médio: médio mal

  • Polegar e anelar: médio

Observação dos sucos

  • Sucos muito escuros indicam carne passada

  • Sucos claros e abundantes indicam ponto mais baixo

Nenhuma destas técnicas substitui o termómetro, mas todas ajudam a não errar grosseiramente.


Descanso da carne: tão importante como o forno

Depois de sair do forno:

  • Descansar 8 a 10 minutos

  • Cobrir ligeiramente com folha de alumínio, sem apertar

Este passo redistribui os sucos e garante uma carne mais suculenta ao cortar.


Reverse sear: o que é e quando faz sentido

O reverse sear inverte o processo:

  1. Cozinhar lentamente no forno

  2. Selar no fim

Vantagens

  • Maior controlo da temperatura

  • Cozedura mais uniforme

Desvantagens

  • Processo mais demorado

  • Menor crosta se não for bem executado

A nossa recomendação

Para quem quer resultados consistentes, com menos complexidade, selar primeiro e assar depois continua a ser a opção mais prática em casa.


Conclusão: o inverno não é desculpa para abdicar de grandes carnes

As nossas carnes vivem melhor no fogo. Isso é um facto.

Mas quando a matéria-prima é excecional, como o Tomahawk maturado 21 dias do José Ignácio, ela responde com nobreza mesmo fora do churrasco.

O forno não é um plano B.
É apenas outro palco para uma grande peça brilhar.

Se o inverno afastou o grelhador, não afaste o prazer. Descubra o Tomahawk maturado 21 dias do José Ignácio e leve para casa uma carne à altura dos melhores momentos, faça sol ou faça frio.

Perguntas Frequentes

É possível fazer um tomahawk no forno sem grelhador?

Sim. Um tomahawk pode ser preparado no forno com excelentes resultados, desde que seja selado previamente numa frigideira bem quente e terminado no forno. Esta técnica cria crosta, preserva os sucos e permite controlar o ponto da carne com precisão.

Qual é a melhor temperatura do forno para assar um tomahawk?

A temperatura recomendada é 160 ºC, com calor estático. Esta temperatura permite que a carne cozinhe de forma uniforme após a selagem, sem secar o interior.

Como saber o ponto do tomahawk sem termómetro?

Sem termómetro, é possível avaliar o ponto através do toque, da firmeza da carne e da observação dos sucos. Uma carne mais macia indica um ponto mais baixo, enquanto uma textura mais firme indica uma cozedura mais avançada. Estas técnicas são usadas por chefs, mas exigem alguma experiência.